Não se trata, aqui, de uma fala "poética", a não ser que o poético designe um estado do ser no qual o burburinho da identidade se cala, a saber, o estado de uma indiferença especial, na qual a fala, por assim dizer, flui. Essa fala que flui responde à paisagem fluente do vazio. No campo do vazio, as coisas se livram da cela de isolamento da identidade em uma unidade-total [All-Einheit], na liberdade e desobrigação de uma penetração recíproca.
- Byung-Chul Han, Filosofia do zen-budismo

