Victor, Silo, S03E02

O homem é um animal político. 
- Aristóteles

O inferno são os outros.
- Sartre

Não há fatos, apenas interpretações.
- Nietzsche
VICTOR
Why do humans rule the world and not the apes?

DANIEL
I don't know. [...]

VICTOR
You reach out to people and you tell them a story. You take a set of data and  you weave meaning around it. It's what we do; it's who we are. We're storytellers, meaning-makers. [,,,] We're really just a collection of stories we've told ourselves. Memory is our internal biography—information that we've hopped up with meaning to tell us who we are.

Silo, S03E02
It just so happens that I gather emptiness in my shirt pocket
and run like I have things to do or I’m chased by some
illusion

Nasser Rabah
Peter Schmidt no Roda Viva (29/06/2026)
(trechos)

A ideia importante é de que a atenção é muito, muito mais ampla do que attention span, janela de atenção. Uma máquina não pode medir, nem pode gerar tipos de atenção como carinho, imaginação, criatividade ou amor.

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A atenção é a matéria da experiência de ser humano.

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No discurso popular, pelo menos nos Estados Unidos, se fala economia da atenção, mas a gente acha que essa frase não expressa a violência do que está acontecendo agora. A gente propõe outra metáfora para entender a situação. Essa metáfora é, em inglês, human fracking, fracking humano.

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A gente precisa de santuários, isso é um conceito central de nosso trabalho, de espaços protegidos da pressão do fracking humano.

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Novas tecnologias produzem novas formas de exploração, novas formas de exploração produzem novas formas de resistência.

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O que podemos aprender desse momento na história é: quando você está sofrendo e todas as outras pessoas estão sofrendo também, tem que se juntar, tem que se unir, tem que conversar.

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Tem duas forças históricas em jogo. Tem a força da tecnologia e tem uma força, um modelo de negócios, que explora as pessoas. São distintas. Agora, a tecnologia apoia esse modelo de negócios, mas não tem que ser assim. Então a gente acredita no mundo onde a tecnologia vai avançando, mas tem que nutrir a vida humana em vez de extorqui-la.
My apologies to chance for calling it necessity.
Wisława Szymborska
I let myself be invented
Wisława Szymborska
I TEACH silence
in all languages

Wisława Szymborska
I exist not in myself,
I’m an element’s function.
A symbol in the air.
Or a circle on the water.

Wisława Szymborska
O perilous, altruistic mute god of love.
Bianca Stone
I don’t know. What is it to be seen? I can forget
it’s language I long for. Man and his ciphers
cannot save me. Meaning cannot not pile me up
with more meaning.

Bianca Stone
Maybe humans are the failed AI of Nature.
Maybe Nature made something it thought would tend the garden.
Maybe Nature made something sexy, to watch
clean the pools with long butterfly nets
and a sunburn—the retainers of Nature.

Bianca Stone
how can someone not become
heartbreaking in one sense
of the word—not find
they are a stranger in their own household
of truly
     unnamable need?

Bianca Stone