- Byung-Chul Han em A crise da narração
ARAR
Através do storytelling, o capitalismo se apropria da narração. Ele a submete ao consumo. O storytelling produz narrações em forma de consumo. Com sua ajuda, os produtos ficam carregados de emoções. Stories sell. Storytelling é Storyselling.
Narração e informação são forças opostas. As informações intensificam a experiência da contingência, enquanto a narração a reduz, na medida em que transforma o acaso em necessidade. Falta, às informações, a solidez do ser. Como observa Niklas Luhman de forma perspicaz: "A cosmologia da informação é uma cosmologia não do ser, mas da contingência". Ser e informação são mutualmente excludentes. Assim, é inerente à sociedade da informação uma carência de ser, um esquecimento do ser. A informação é aditiva e cumulativa. Ela não é portadora de sentido, enquanto a narração, por sua vez, transporta o sentido. Originalmente, sentido significa direção. Estamos hoje, portanto, muito bem-informados, mas desorientados. Além disso, a informação fragmenta o tempo em uma simples sequência do presente. A narração, por outro lado, produz um contínuo temporal, ou seja, uma história.
- Byung-Chul Han em A crise da narração
This isn't a test. We don't need to prove anything.
We don't need to be brave, we don't need to be scared.
- Simon in Lord of the Flies, S01E02
Subscribe to:
Comments (Atom)