(...) às vezes eu olhava para ela [minha avó] e a pegava sorrindo, abrindo a boca para dizer palavras apenas para dentro dela mesma, entregue à moleza que nos fazia estar no presente e no passado ao mesmo tempo, como se desta maneira pudéssemos evitar o futuro incerto, que ninguém sabia onde ou como seria.
- Ana Maria Gonçalves, Um Defeito de Cor, Kehinde
