Hoje me lembrei de que, na Nekyia de Homero, Odisseu desce ao mundo dos mortos em busca de Tirésias, mas encontra também a memória: para descobrir o caminho de volta, precisa antes ouvir as vozes do passado.
Ontem assisti a Backrooms(2026), que parece caminhar por esse mesmo território. Hoje, no terceiro episódio de Proud(2026-), encontrei o poema Hold Your Own, de Kae Tempest, e descobri que ele dá nome ao livro em que Tempest recria justamente o mito de Tirésias — personagem que admiro desde Tiresia (2003).
Gosto quando essas constelações se formam sem aviso. Hoje, no Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, todas essas vozes pareceram encontrar umas às outras.