No mundo antigo, a predileção era por histórias de heróis e por mitos; no começo da Idade Média, por histórias de heróis e de santos; se o motivo de amor acaso participava nelas, não tinha nem a mais leve sombra da magia do romance, pois até os poetas que levavam o amor a sério compartilhavam da opinião de Ovídio de que o amor era uma doença que roubava aos homens o uso da inteligência e lhes minava a força de vontade, tornando-os seres infelizes e deploráveis.

- Arnaold Hauser em História social da arte e da literatura