ARAR
eu te amo!
– diz alguém
e a carência arrefece
satisfaz o desejo
projeta a tradição.
no amor, mutila-se o outro
um espelho para chamar de seu
possessivo imperativo
outro que meu
meu meu
quem poderá amar mais do que eu
tão bom
tão perfeito
-
paulo mielmiczuk
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