O pressuposto do algoritmo é que eu gosto de mim e me oferece sempre mais de mim mesmo. É a tal da bolha, a formação de mônadas incomunicáveis. Eu fico ouvindo minha rádio e acho que o mundo é eu. Eu fico vendo sempre os mesmos amigos no Instagram e no Facebook, e eu acho que o mundo é eu — o que me torna absolutamente narcísico e intolerante.
Quando eu me defrontar com alguém que não é eu, que pensa diferente, eu vou ficar chocado. Como assim você não é eu? Eu achei que o mundo inteiro fosse eu.
Pedro de Santi, Linhas Cruzadas (30/07/2026)